“Disse-me ainda: Tornarás a ver maiores abominações que eles estão fazendo. Levou-me à entrada da porta da Casa do Senhor... e eis que estavam ali mulheres assentadas chorando por Tamuz" (Ez 8:13-14).
Muitas lágrimas são derramadas sobre consequências de atos errados, e não por causa do pecado contra Deus. Você tem ido diante do Senhor com lágrimas amargas por causa de algo que você fez. O que está por trás dessas lágrimas? Você lamenta por você mesmo, por todas as tristes horas? Ou tem você realmente se afligido por causa da dor causada ao coração de Cristo? Você tem aprendido a olhar para o pecado e tudo o mais que fica aquém da glória de Deus (Rm 3.23), como algo que fere o coração de Jesus? Observe que o Senhor chama de
abominação o chorar pelo que perdemos, por causa de nossos próprios sofrimentos ao invés de chorar pelo que o pecado significa para Ele.
Somos tão sensíveis ao pecado a ponto de sermos capazes de chorar por causa da dor do pecado ao nosso Deus? Isto irá alterar o seu relacionamento com outros filhos de Deus de forma substancial. Você já foi levado à união com o coração de Jesus de tal modo que quando algo O entristece em outro filho de Deus, você vai para o seu quarto chorar?
Como falhamos em ver que qualquer coisa que fica aquém da glória de Deus, em qualquer filho Dele nos diz respeito, porque fere o coração de Jesus?
Nós deveríamos estar sofrendo com outros membros do corpo, e nunca falar dos seus atos errados sem um coração quebrado.
Pelo que estavam aquelas mulheres chorando? Por elas mesmas! Oh, se o Senhor nos elevasse da nossa estreiteza e pequenez para dentro Dele mesmo como nosso ambiente. Em união com o Seu coração, para que soubéssemos alguma coisa do Seu choro e lágrimas, algo do Seu Getsemane e algo da Sua cruz. “Tenho um batismo com o qual hei de ser batizado”, Ele disse. Havia um amor Nele que o impelia para Sua morte; e até que isso fosse comprido, Ele disse: “Eu estou angustiado até que o mesmo se realize” (Lc 12:50). Ele sabia que através de Sua morte, Sua vida seria liberada para o mundo que morria. (...)
J. P. Lewis